Ocean Winds apresenta o relatório “Floating Offshore Wind & Biodiversity Coexistence: A Data-Driven Report from WindFloat Atlantic” no WindEurope Annual Event 2026

Ocean Winds apresenta o relatório “Floating Offshore Wind & Biodiversity Coexistence: A Data-Driven Report from WindFloat Atlantic” no WindEurope Annual Event 2026

22 de abril, Madrid. A Ocean Winds (OW), líder global em energia eólica offshore e uma joint venture 50/50 entre a EDP Renewables e a ENGIE, apresenta os resultados de um relatório científico sobre biodiversidade no projeto WindFloat Atlantic de 25 MW, o primeiro parque eólico offshore flutuante semi-submersível do mundo, localizado a aproximadamente 20 quilómetros da costa de Viana do Castelo, onde a OW é o principal acionista e operador. Estes resultados baseiam-se em oito anos de campanhas de monitorização ambiental e incluem estudos complementares que vão além dos requisitos regulamentares.

Com um compromisso firme com a compreensão, monitorização e preservação do ecossistema marinho, este relatório apresenta um conjunto abrangente de estudos ambientais realizados ao longo de todas as fases do projeto e que continuam até aos dias de hoje. Foi elaborado pela consultora independente Blue Grid, com a valiosa contribuição de duas das mais prestigiadas instituições de investigação em Portugal: o MARE – Marine and Environmental Sciences Centre da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (MARE-ULisboa) e o Politécnico de Leiria (MARE-IPLeiria).

O relatório conclui que a variabilidade natural, tanto sazonal como interanual, é o principal fator que molda as comunidades marinhas em todos os níveis tróficos. Embora tenham sido observadas diferenças espaciais entre a área do WindFloat Atlantic e os locais de controlo — particularmente em invertebrados nectónicos-bentónicos, incluindo o polvo, e em comunidades de peixes como os elasmobrânquios —, a abundância global foi superior na área do projeto. Importa salientar que os resultados indicam que o WindFloat Atlantic não perturbou o funcionamento do ecossistema. Pelo contrário, a zona de exclusão da pesca e o efeito recife geraram claros benefícios ecológicos locais, funcionando como refúgio e área de alimentação que reforça a proteção do habitat da fauna subaquática.

Em linha com estes resultados, não foram detetados impactos negativos nos níveis tróficos inferiores, como o fitoplâncton e o zooplâncton, tendo sido observados efeitos ecológicos positivos nos níveis superiores, incluindo invertebrados e peixes. No geral, os resultados evidenciam um ecossistema dinâmico, impulsionado por um forte efeito de reserva decorrente da exclusão da navegação e do efeito recife. Demonstram que os parques eólicos flutuantes podem atuar como importantes refúgios ecológicos, apoiar a biodiversidade e proporcionar áreas de alimentação para a vida marinha.

Complementando estes resultados, a monitorização ambiental abrangente de mamíferos marinhos, aves, morcegos e biodiversidade em geral registou 5 espécies de mamíferos marinhos, 33 espécies de aves, 3 espécies de morcegos e 52 espécies de peixes na área do WindFloat Atlantic. O local é utilizado principalmente como rota migratória, tendo sido observado um aumento da atividade de golfinhos e botos durante a operação. Embora tenham sido identificadas algumas espécies vulneráveis e criticamente ameaçadas, não foram detetados impactos negativos significativos — como colisões de aves ou presença de morcegos em repouso. A diversidade de peixes foi elevada, incluindo espécies de interesse comercial e de conservação, com algumas a apresentarem maior abundância dentro da área do projeto.

Teresa Simas, investigadora sénior com vasta experiência na indústria de energias renováveis offshore e Chief Executive Officer da Blue Grid, afirmou:
“O programa de monitorização de biodiversidade do WindFloat Atlantic oferece evidência valiosa a partir de um parque eólico offshore flutuante, demonstrando que o projeto gera resultados mensuráveis ao nível dos serviços dos ecossistemas — incluindo o aumento da abundância de peixes e invertebrados através dos efeitos de recife e refúgio — e destacando a importância de uma monitorização ambiental contínua para apoiar a expansão responsável da tecnologia eólica flutuante.”

Lino Costa e Bernardo Quintella, investigadores sénior da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (MARE), afirmaram:
“A monitorização do WindFloat Atlantic tem sido uma excelente oportunidade para aumentar o conhecimento sobre o ecossistema marinho do norte de Portugal e compreender melhor como conciliar o desenvolvimento de parques eólicos flutuantes com a conservação da biodiversidade e a atividade piscatória.”

Catarina Rei, Diretora de Permitting and Environment da Ocean Winds, acrescentou:
“Os resultados do WindFloat Atlantic fornecem evidência robusta, baseada em dados, de que a energia eólica offshore flutuante pode coexistir com a biodiversidade e até gerar efeitos ecológicos positivos a nível local. Isto reforça a abordagem de desenvolvimento responsável da Ocean Winds, à medida que continuamos a expandir o nosso portefólio de eólica flutuante a nível internacional, avançando de projetos piloto para desenvolvimentos comerciais em grande escala, em harmonia com os ecossistemas marinhos.”

Os resultados deste estudo estão em linha com investigações anteriores sobre a contribuição dos parques eólicos offshore para os serviços dos ecossistemas, nomeadamente no fornecimento de recursos alimentares, demonstrando que, além de promoverem a biodiversidade local, também podem estimular a pesca comercial, gerando benefícios para as comunidades locais.

Com este relatório, a Ocean Winds demonstra que desenvolve e opera o seu parque eólico em harmonia com o ecossistema marinho e reforça o seu compromisso de liderar a expansão da energia eólica flutuante, promovendo o seu pleno potencial a nível global.

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